Dieta dos atletas (II)

Como é a dieta dos atletasA dieta da Zona deita  por terra o mito, de que as dietas altas em hidratos de carbono, são a melhor opção para melhorar o rendimento físico dos atletas. Muito pelo contrário, o aumento da insulina causado pelo excesso de hidratos de carbono, é o pior inimigo do atleta.

Para que a dieta dos atletas seja efetiva a Zona propõe como principais objetivos: controlar a insulina e potenciar o aumento dos eicosanoides anti-inflamatórios, um tipo de hormonas importantes para aumentar a resistência física e reduzir a dor, que normalmente sentem os atletas de alta competição.

O controle da insulina e o aumento dos eicosanoides bons conseguem:

  • Aumentar a liberação de GH (hormona de crescimento) o que faz incrementar a massa muscular
  • Aumentar o fluxo sanguíneo e o oxigénio, melhorando a resistência física
  • Proporcionar efeito anti-inflamatório e, diminuir assim, as dores musculares.

O plano alimentar da Zona, quando adaptado aos atletas, não difere muito da dieta daqueles que adotaram este programa alimentar. A única diferença é que os atletas necessitam mais proteína e mais gordura.

A importância da gordura na dieta dos atletas

A gordura pode converter-se no melhor aliado do atleta. Ao aumentar o consumo de gordura na dieta dos atletas, faz com que aumente também, os níveis de gordura intramuscular, o que se traduz num maior rendimento físico, que lhe dará ao atleta uma grande vantagem nas competições, frente aos outros atletas, especialmente nas ultra maratonas com distâncias superiores a 80 km, que como é habitual, se beneficiam enormemente com as dietas altas em gordura.

Desta forma a dieta da Zona vai permitir o aceso à esta gordura intramuscular como fonte de energia, poupando as reservas de glicogénio. No entanto, com vistas a obter níveis altos de rendimento atlético é necessário consumir o tipo de gordura correta. Para tal, a gordura consumida deverá aumentar a produção de eicosanoides “bons”, mas, sem causar aumentos nos eicosanoides “maus”.

A gordura que melhor se adequa a isto são os ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa, que se encontram no óleo de peixe, pois estimulam a produção de eicosanoides bons, especialmente quando combinados com pequenas quantidades de GLA. Outra gordura, não menos importante, são as gorduras monoinsaturadas, que se encontram no azeite, nos frutos secos e nos abacates.

Por outro lado, ingerir muita gordura ómega-6 é prejudicial, já que esta faz aumentar a produção de ácido araquidónico, um tipo de ácido que conduz ao aumento da produção de eicosanoides maus e, como consequência, diminui o rendimento físico.

Além disso, os eicosanoides bons fazem aumentar o fluxo sanguíneo, permitindo a chegada de mais oxigénio às células musculares, fazendo incrementar os níveis de energia e resistência.

Outra vantagem dos eicosanoides bons na dieta dos atletas, é que estes reduzem a inflamação, fazendo com que diminua consideravelmente as dores causadas pelo permanente esforço muscular exercido durante o exercício intenso, garantindo assim, uma recuperação mais rápida, que permite ao atleta poder voltar a treinar o dia seguinte.

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