Nutrigenómica a dieta do futuro

A Nutrigenómica também chamada genómica nutricional, é a ciência que estuda como os nutrientes podem influenciar a expressão dos nossos genes. Esta nova forma de abordar a nutrição abre o caminho para uma nova realidade, a alimentação pode ser o “medicamento” mais poderoso para reduzir o risco das doenças. Não podemos mudar os nossos genes, mas podemos através da nossa dieta modificar a sua expressão.

Milhões de pessoaNutrigenómica a dieta do futuros morrem todos os anos vítimas das doenças crónicas como o cancro, a obesidade, a diabetes e as doenças cardiovasculares. A dieta tem um papel fundamental tanto para acelerar quanto para prevenir o desenvolvimento dessas doenças.

A dieta é entre todos os fatores ambientais (tabagismo, álcool, poluição, stresse, medicamentos, atividade física) o que mais influência exerce sobre o comportamento dos nossos genes. Desde a nossa vida uterina os nutrientes e outros compostos dos alimentos começam a interagir com os genes alterando a sua forma de expressão

Nutrição, genes e saúde

Os nossos genes podem ser ativados ou silenciados em função do nosso tipo de alimentação. Determinados nutrientes atuam como um acelerador ou um travão, fazendo com que determinado gene se ative ou se desative. Por exemplo uma pessoa com um gene que à predispõe a vir a sofrer de diabetes, pode fazer com que esse gene se mantenha “dormido” se segue uma dieta e um estilo de vida saudável.

Atualmente são conhecidos alguns genes que estão relacionados com a inflamação. A inflamação é um processo ligado às doenças crónicas (cardiovasculares, diabetes, doenças neurológicas, cancro, obesidade). Os genes promotores da inflamação silenciosa podem ser ativados ou desativados, conforme o tipo de alimentos ingeridos.

As gorduras saturadas e trans ativam os genes ligados à inflamação, o que faz acelerar o envelhecimento do corpo. Já em contraposição os ácidos gordos ómega 3, como o EPA e o DHA podem desativar os genes que provocam a inflamação, conduzindo o corpo ao rejuvenescimento celular. Por isso uma dieta pobre em ómega 3 é o terreno fértil para o desenvolvimento das doenças.

Além dos macronutrientes, como os carboidratos, as gorduras, proteínas e micronutrientes, como as vitaminas e minerais, os alimentos contêm compostos bioativos como os polifenóis contidos na fruta e hortaliças, que exercem uma ação protetora contra muitas doenças.

O poder dos polifenóis e salicilatos 

Os polifenóis inibem os genes que causam a inflamação. Por isso as dietas ricas em verduras e frutas, como a dieta da Zona protege-nos das doenças, ao contrário das dietas ricas em cereais e amidos.

Um dos polifenóis mais potentes é o resveratrol que se encontra na uva preta. Uma última investigação da Universidade de Havard revelou que ratos obesos que tomaram doses suficientes deste polifenol, viveram mais apesar da sua obesidade.

Outro componente das frutas e verduras que inibem os genes da inflamação são os salicilatos. Os salicilatos são os conservantes naturais das plantas, uns fitoquímicos que utilizam as frutas e verduras para se defenderem dos invasores microbianos. Quanto mais manchas escuras ou imperfeições apresentam estes alimentos maior é o seu conteúdo em salicilatos.

Nos últimos anos o uso de pesticidas e herbicidas fez diminuir o conteúdo de salicilatos nas frutas e verduras, por isso apresentem menos manchas e imperfeições. As frutas e legumes de agricultura orgânica contêm maior quantidade de salicilatos pelo facto de que estão mais expostas às agressões externas. Podem não ter uma aparência tão bonita, contudo são mais beneficiosas. Convém saber que a aspirina é o anti-inflamatório mais potente graças aos salicilatos.

A relação entre dieta e saúde

A nutrigenómica vem provar que os alimentos não são apenas fonte de nutrientes, são também uma medicina que beneficia, na medida em que pode alterar a expressão dos nossos genes, cumprindo assim o nosso desejo de viver com saúde. É por isso que a dieta da Zona não foi concebida exclusivamente para o emagrecimento, foi ante tudo para tratar e prevenir as doenças e a obesidade. Por isso todo o seu foco está em alterar a expressão dos genes, especialmente aqueles relacionados com a inflamação silenciosa.

O nosso destino, normalmente marcado pelos nossos genes, já não é nada fatal ao qual há que resignar-se. A nutrigenómica afirma que é modificável e está nas nossas mãos essa mudança.

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