A dieta americana

Estados Unidos é o país com mais obesos e, segundo o Dr. Barry Sears, tudo começou há 30 anos, devido às mudanças radicais que tA dieta americana causa obesidadeem vindo a sofrer a dieta americana desde essa altura. A atual dieta típica americana com muitos hidratos de carbono, alimentos empacotados e processados; pouca fruta, vegetais e peixe, desencadeou a atual epidemia de obesidade e diabetes. Atribuir toda a culpa ao sedentarismo, ou a fatores genéticos são pretextos poucos convincentes para explicar, por si só, o aumento da obesidade.

Como resultado do efeito da globalização, o atual padrão alimentar americano está a estender-se por todos os países, fazendo com que, os níveis de obesidade aumente, não só nos países industrializados, mas também nos países pobres e em vias de desenvolvimento. Os alimentos mais consumidos hoje em dia nos Estados Unidos, são os hidratos de carbono refinados e os óleos vegetais.

Como bem explica, o Dr. Barry Sears, nos seus livros sobre a dieta, a atual epidemia de obesidade dos Estados Unidos deve-se ao excesso na alimentação de:

  • Hidratos de Carbono refinados
  • Óleos vegetais
  • Diminuição do consumo de ómega 3

Dieta Americana – como tudo começou

No começo dos anos 70, com vistas a combater as doenças cardiovasculares, o governo norte-americano tomou a iniciativa de reduzir a “gordura da dieta” como principal inimigo causador das doenças cardiovasculares. A ideia era transmitir a mensagem à população “se reduzirmos a ingestão de colesterol e gordura, diminuiremos o risco de sofrer doenças cardiovasculares”.

A partir de então, os hábitos alimentares dos norte-americanos mudaram drasticamente. Os estado-unidenses passaram a ingerir maiores quantidades de hidratos de carbono, como alternativas mais saudáveis às gorduras, que eram vistas como causantes da aterosclerose, processo que antecede às doenças cardiovasculares. Assim se iniciou a guerra à gordura, longe de pensarem que estas medidas acarretariam uma nova e temível epidemia “a obesidade”, o efeito contrário do que pretendiam; assim nasceu o paradoxo americano.

O que se tem vindo a constatar é que a redução do consumo de gorduras saturadas foi compensada com o aumento massivo dos hidratos de carbono refinados e das gorduras poliinsaturadas industriais como os óleos de girassol, milho, soja, amendoim etc. todos ricos em ácidos gordos ómega-6; o excesso dos ácidos ómega 6 em relação aos ómega 3 causa a inflamação. O conjunto de estes fatores favorece a obesidade e a diabetes e, explica a prevalência crescente do síndrome metabólico: a combinação de diabetes, obesidade e hipertensão arterial.

A dieta baixa em gordura e alta em hidratos de carbono não funcionou

O consumo atual de gordura, nos Estados Unidos, é dos mais baixos dos últimos 50 anos, ou seja, a percentagem de calorias provenientes da gordura da dieta dos Americanos é muito mais baixa do que era há 30 anos, no entanto e, contraditoriamente, a obesidade não para de aumentar.

Deste modo, se o vilão tivesse sido a gordura, e as medidas tomadas pelo governo tivessem posto fim ao problema, a obesidade tinha-se acabado. Mas não, antes pelo contrário, o aumento da obesidade nos Estados Unidos aumentou vertiginosamente nas últimas décadas.

As recomendações de uma dieta pobre em gordura para prevenir os problemas cardiovasculares, levou ao aumento do consumo de hidratos de carbono, este facto, viu-se ainda mais reforçado pela indústria alimentar, ao aumentar o fabrico de produtos processados, nada mais nada menos que hidratos de carbono, baratos, acessíveis, isentos de gordura, mas carregados de amidos e açúcar; aliado tudo isto às técnicas de venda e à pressão publicitária enganosa exercida sobre as pessoas.

Deste modo, a atual dieta americana seguida já em muitos países, não passa de um processo produtivo bastante rentável para a Industria alimentar. O objetivo é produzir mais, cada vez mais, com lucros sempre maiores, sem interessar saber se os novos produtos são ou não favoráveis à saúde, ou seja o interesse económico se sobrepõe à saúde do ser humano.

E, se a isto somarmos a mentalidade de muitos profissionais da Saúde que ainda continuam aferrados à velha teoria “dieta baixa em gordura” como solução infalível para emagrecer, quando em paralelo, os mais recentes estudos científicos têm vindo a demonstrar que uma dieta pobre em gordura e alta em hidratos de carbono faz aumentar os triglicéridos e baixa o colesterol bom, aumentando, assim, o risco de doença cardíaca.

O mundo Ocidental, enfrenta agora não só o problema da obesidade, mas todas as doenças associadas a ela, como a diabetes, hipertensão e doença cardíaca, devido ao consumo excessivo de hidratos de carbonos refinados.

O tratamento dietético da obesidade não passa só pela redução da ingestão de gordura, o equilíbrio entre os três principais grupos de nutrientes também são importantes. A dieta da Zona promove uma alimentação saudável e equilibrada, onde os três grupos de nutrientes, hidratos de carbono, proteínas e gordura estão rigorosamente bem distribuídos e controlados em cada refeição. Faça da Zona a sua forma habitual de alimentar-se!

 

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