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quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Como aumentar de peso e ganhar alguns quilos

O excesso de peso não é saudável, pois acarreta doenças, mas estar por baixo do peso, também não o é, por isso convém saber como aumentar de peso.

como comer mais para aumentar de peso
A dieta da Zona é um plano alimentar que surgiu com base nas inúmeras investigações feitas pelo Dr. Barry Sears, ao longo de muitos anos, ao lidar com doentes cardíacos. Foi então que este médico começou  a usar o conceito "zona" para alertar aos cardiologistas do tipo de alimentação, caracterizado pelo excesso de carboidratos e, que estaria na origem do aumento da inflamação celular, que por sua vez promovia as doenças relacionadas com o coração. 

A inflamação era uma consequência do tipo de alimentação que conduzia ao aumento dos níveis de insulina no sangue e nas consequências que daí advêm para a saúde.

Todo o fundamento da dieta da Zona baseia-se no controle da insulina, de modo a que, esta se mantenha numa zona de equilíbrio, que não deve ser nem muito alta nem muito baixa. Este objetivo é conseguido através de uma alimentação e estilo de vida saudáveis, onde os principais alimentos são: legumes, verduras e frutas, carnes magras, peixes e gorduras boas, tudo como o propósito de melhorar a saúde e, em paralelo, conseguir um peso adequado.

Como aumentar de peso na dieta da Zona

Antes de saber como aumentar de peso, deve-se calcular os blocos que cada pessoa deve comer. Pode ser feito na calculadora de blocos. Mas, de uma forma muita sucinta, a mulher precisa de 11 blocos e o homem de 14 blocos, repartidos ao longo do dia nas 5 refeições, como é evidente.

Para aumentar de peso, um dos principais conselhos que transmite a dieta da Zona é aumentar a quantidade de gordura, ou seja os blocos de gordura. A gordura não interfere com o processo hormonal isto é, não afeta o controle hormonal que se consegue através do equilíbrio entre as proteínas e os hidratos de carbonos. Um pouco de gordura extra vai aportar mais calorias, necessárias para ganhar peso.

Como aumentar a gordura?

Através da ingestão de gorduras saudáveis, como a gordura por excelência da dieta Mediterrânea - o azeite extra-virgem -, que pode ser usado uma quantidade extra tanto nas saladas, nos legumes e verduras e até mesmo no fritar, mas sem abusar.

Os pequenos lanches da dieta da Zona, que normalmente são feitos um a meio da manhã outro a meio da tarde, ou antes de dormir, estão compostos de 1 bloco, neste caso, quem quer aumentar de peso, pode fazer snacks de 2 blocos.

Outra maneira de aumentar de peso é comer mais frutos secos, nomeadamente, nozes, avelãs... O que não se deve fazer é aumentar a ingestão de calorias, vindas de uma maior ingestão de hidratos de carbono, porque estes interfeririam com os níveis de açúcar do sangue e por sua vez com a insulina, o que causaria inflamação celular. Ganha-se peso, é certo, mas à base de um desequilíbrio hormonal perigoso para a saúde.

Ainda outras recomendações que poderiam contribuir para aumentar o peso são: comer devagar, mastigando bem os alimentos; repousar 30 minutos depois do almoço e não abusar do exercício físico, especialmente aeróbico.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Inflamação celular - como saber se já tem?

Uma das grandes preocupações da dieta da Zona é combater a inflamação celular de modo a impedir o desenvolvimento das doenças crónicas e degenerativas, como diabetes, infarto do miocárdio, cancro, doença de Alzheimer, hipertensão e obesidade. Por isso é importante saber se já tem inflamação celular.

Ter inflamação celular


Hoje em dia sabemos que a inflamação é a principal causa das doenças crónicas que levam à morte. A inflamação celular silenciosa aparece muitos anos antes do desenvolvimento propriamente dito dessas doenças. Uma mudança da dieta pode por fim a este problema.

Como saber se já tem inflamação celular?

A inflamação celular silenciosa não é fácil de detectar a simples vista. A obesidade pode ser um sinal de inflamação silenciosa, mas nem sempre o excesso de peso é sinónimo de inflamação silenciosa. As pessoas magras também têm inflamação silenciosa.

Há alguns sinais e sintomas gerais que podem dar-nos uma ideia se já temos inflamação silenciosa. O questionário abaixo referido pode dar-nos alguma luz nesse sentido. No entanto, a maneira mais fiável para saber se já temos inflamação celular é através de uma análise de sangue. Não as análises normais de rotina, mas sim, uma análise especifica, que não é reembolsada pela segurança social, mas que pode ser feita em laboratórios de análises particulares.

É possível que, ao falar com o seu médico, este não esteja a par da "inflamação silenciosa". No entanto, cada vez mais são os médicos que conhecem e dão a devida importância à inflamação celular e incluso podem mandar pedir esta análise.

Uma maneira fácil e rápida de saber se já tem inflamação silenciosa é responder a um teste. As perguntas e respetivas respostas podem refletir ainda que muito levemente o estado do seu corpo. Este questionário é designado pelo Dr. Barry Sears, informe de inflamação silenciosa.

Questionário para saber se já tem inflamação celular silenciosa

  1. Tem peso a mais?

  2. Tem sempre vontade de comer hidratos de carbono?

  3. Está sempre com fome?

  4. Está cansado, especialmente após realizar muito esforço físico?

  5. Tem unhas frágeis e quebradiças?

  6. Tem o cabelo fino?

  7. Tem prisão de ventre?

  8. Dorme muito?

  9. Custa-lhe muito levantar-se ao acordar?

  10. Tem dificuldade em concentrar-se?

  11. Sente a falta da sensação de bem-estar ou felicidade?

  12. Tem dores de cabeça?

  13. Está sempre cansado?

  14. Tem a pele seca?

Este questionário oferece uma visão subjetiva, ou seja, não muito real de cada caso pessoal, no entanto pode ajudar a saber se a pessoa já tem inflamação silenciosa. Se responder sim a mais de 3 perguntas, é provável que já tenha inflamação silenciosa.

As causas da inflamação silenciosa

A alimentação atual rica em açucares e desequilibrada em ácidos gordos essências é a principal causa da inflamação celular. Nos últimos 50 anos a alimentação tem vindo a sofrer um aumento continuado do consumo de ácidos gordos ómega-6, e por outro lado, tem-se verificado uma redução drástica no consumo das gorduras benéficas ómega-3, o que tem sido associado com o aumento das doenças inflamatórias.

Além disso, o consumo de hidratos de carbono refinados, contribui para uma alimentação rica em açúcar, que conjuntamente com o excesso de gorduras ómega 6 desencadearam a atual epidemia de obesidade.

Perfil dos ácidos gordos ómega 6 e ómega 3 no sangue - relação do AA/EPA

A análise de sangue a realizar para saber se já tem inflamação celular mede o perfil dos ácidos gordos ómega 6 e ómega 3, mais propriamente a relação do AA/EPA.

O ácido araquidónico ómega-6 (AA) é o principal representante das hormonas que causam a inflamação, os chamados eicosanoides proinflamatorios (eicosanoides maus). O ácido eicosapentaenóico (EPA) impede a fabricação de eicosanoides maus e potencia a síntese de eicosanoides anti-inflamatórios (eicosanoides bons).

A relação do AA/EPA é o marcador de inflamação silenciosa (SIP) mais fiável e que pode alertar-nos se já estamos num estado de inflamação celular. Quanto maior for o SIP, maior o risco. A proporção ideal situa-se entre 1,5 e 3.

Se a relação do AA/EPA é muito alta, mais de 3 (> 3), os níveis de inflamação são elevados. Se a relação do AA/EPA é muito baixa, menos de 1,5 (<1,5), também não é bom, pois o corpo não é capaz de gerar a resposta inflamatória desejada, como reação de defesa natural do organismo, para combater vírus e bactérias.

É preciso que a relação de AA e EPA se mantenha numa área de equilíbrio e a maneira de alcançá-lo é através da nutrição adequada.

Os ácidos gordos ómega 6 são promotores da inflamação

Como sabemos os ácidos gordos ómega 6 e ómega 3 devem ser obtidos da dieta. O corpo não os pode sintetizar. A dieta atual tem excesso de ómega 6, porque estes encontram-se em muitos alimentos, nos óleos vegetais (girassol, milho, amendoim, soja...) e também nos produtos embalados, como bolos, bolachas, gelados, snacks, fast-food, nos fritos...

Os produtos de origem animal, como a carne têm ómega-6, isto porque os animais são alimentados com farinhas e não em pastos, como antigamente. Os peixes de aquacultura também têm ómega 6, porque são alimentados com farinhas. Tudo isto provocou o desequilibro entre os ómega 6 e ómega 3, o que por sua vez piorou a relação de AA e EPA.

O ser humano evolui com uma relação ótima entre estas duas gorduras, pois sabemos que a dieta dos nossos antepassados tinha uma quantidade balanceada entre ómega 6 e ómega 3.

Mas à medida que subiu os ómega-6 na dieta atual, em paralelo, foi diminuindo os ómega-3. A alimentação atual tem 10 a 20 vezes mais ómega-6 do que ómega-3. Em países como os Estados Unidos chega a ter 50 vezes mais. É por isso que o corpo está num estado de inflamação continuo. Ao cabo dos anos surge os problemas cardíacos, Alzheimer, depressão e cancro. 

Ómega-3 - gordura anti-inflamatória

Os eicosanoides são moléculas que controlam os níveis de inflamação no nosso organismo. Tanto os eicosanoides bons como os maus são fabricados a partir dos ácidos gordos ómega 6. Então, porque é que os ómega 3, são tão importantes? Porque os ómega 3 vão impedir que a partir dos ómega 6 sejam fabricados mais eicosanoides maus do que bons. Ou seja os ómega 3 vão impedir a síntese de eicosanoides maus a partir do AA (um ácido gordo ómega 6).

Daí que deva haver uma equilíbrio entre estas gorduras no nosso organismo, para que os diferentes eicosanoides se encontrem também em equilíbrio, a fim de evitar a inflamação celular.

Como tratar a inflamação celular

Para equilibrar estas duas gorduras, é preciso cuidar da nossa alimentação e diminuir as fontes de ómega 6 e aumentar as fontes de ómega 3. Também é muito importante, não fazer uma alimentação alta em hidratos de carbono, porque estes fazem aumentar a insulina, e a insulina aumentada, contribui para a produção de AA (a partir dos ómega 6), e o aumento da gordura no corpo.

Se ingerir mais ácidos gordos ómega 3 e menos ácidos gordos ómega 6, necessário para alcançar este equilíbrio, sem ter o cuidado de controlar a sua ingestão de hidratos de carbono, os resultados não serão os mesmos.

Se não houver o cuidado de manter também os níveis de insulina no sangue estáveis, a insulina atua como uma faca de dois cortes, pois além de armazenar gordura, que contribui para a obesidade, tem outra grande desvantagem, estimula a produção de AA (a partir dos ómega 6) e aumenta os eicosanoides maus, os que produzem a inflamação celular.

A relação entre a quantidade de AA e EPA no nosso organismo deve estar equilibrada e isso depende das gorduras essências que obtemos da nossa alimentação.

É, por isso, que um dos grandes fundamentos da dieta da Zona é aumentar a ingestão das gorduras ómega 3, reduzir as gorduras ómega 6, mas também controlar a ingestão de hidratos de carbono, para manter os níveis de açúcar no sangue sempre estáveis. Estes 3 medidas na alimentação representam o melhor tratamento contra a inflamação celular.



sábado, 1 de fevereiro de 2014

Dieta da Zona entre as melhores dietas

O jornal norte-americano U.S News publicou o ranking das melhores dietas, entre as quais se encontra a Dieta da Zona. 

Todos os anos um grupo de especialistas em saúde de diversas áreas como nutrição, diabetes, saúde cardiovascular, gestão de peso, avaliam várias dietas populares e, se cumprirem fielmente determinados requisitos tais como: ser relativamente fácil de seguir, completa e nutritiva, segura e eficaz contra a perda de peso, mas também combater certas doenças como a diabetes e as doenças cardíacas, entram a formar parte do ranking das melhores dietas.

A Dieta da Zona, por cumprir perfeitamente todas as diretrizes exigidas, encontra-se entre as melhores dietas. É fácil de seguir, conduz à perda de peso, melhora a figura e silhueta de forma imediata, preocupa-se pela saúde combatendo e prevenindo as doenças crónicas. Mais do que uma dieta é um estilo de vida a seguir, onde aprenderá hábitos alimentares para toda a vida.

Veja como a Zonediet do Dr. Barry Sears encontra-se classificada no USNewsHealth 2014 entre as melhores dietas.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Dieta na gravidez e na fase de amamentação

Sendo a dieta da Zona um estilo de vida saudável e não uma dieta de emagrecimento no verdadeiro sentido da palavra é, portanto, um programa alimentar que pode ser seguido pela mulher grávida.

O médico e investigador cientifico Dr. Barry Sears recomenda a dieta da Zona em qualquer fase da vida, também na gravidez e no período de amamentação. Nunca é demasiado tarde para entrar na Zona mesmo que a gravidez já esteja adiantada.

Dieta da zona na gravidez e amamentação

Como adaptar a Zona à dieta da mulher grávida

A dieta da Zona durante a gravidez não é muito diferente da dieta de qualquer mulher adulta que siga este plano alimentar. A única diferença é que deve ingerir 300 calorias a mais por dia, ou seja dois blocos adicionais por dia, o que corresponde a dois ou três copos de leite magro a mais diariamente, isto porque o leite tem o equilíbrio adequando de hidratos de carbono em relação às proteínas, além de fornecer cálcio, muito imprescindível durante a gestação para formar os ossos e os dentes do feto. 

Outra forma é aumentar a quantidade de comida no prato, nas refeições principais, mas sempre mantendo o equilíbrio entre proteínas, hidratos de carbono e gordura como exige esta dieta, com o fim de manter os níveis de insulina constantes e estáveis; outra forma seria fazer outros dois pequenos lanches, para além dos que já estão dentro deste plano alimentar.

O plano alimentar da Zona garante na gravidez um aporte de proteínas adequadas tanto para a futura mãe como para o feto e, um consumo adequado de hidratos de carbono, cuja fonte principal deve ser as frutas, legumes e verduras, para além de proporcionarem vitaminas e minerais necessários para ambos. As refeições devem ser constituídas por 40% de hidratos de carbono, 30% de proteínas e 30% de gorduras.

Dieta na gravidez e amamentação – Recomendações gerais

  • Comer a partir do terceiro mês e durante a amamentação dois blocos a mais

  • Evitar margarinas e gorduras hidrogenadas encontradas em alimentos industriais perecíveis (bolachas, barritas, biscoitos..)

  • Restringir os óleos comuns, pelo seu elevado teor em ómega 6. Usar principalmente azeite extra virgem

  • Suplementar a dieta com ácidos gordos Ómega-3, benéficos para a mãe e o bebé

  • Manter-se ativa, praticando exercício físico suave e moderado

  • Beber muita água, para ajudar o corpo a eliminar substâncias desnecessárias

Os Ómega 3 na gravidez

A dieta da Zona inclui um suplemento de Ómega 3, cuja quantidade a ingerir depende de vários factores, no entanto a dose de manutenção é de 2,5 g, mas atenção esta dose só é permitida, se o óleo em questão provem de fontes não contaminadas com substâncias tóxicas, por isso o dr. Barry Sears aconselha um óleo altamente refinado e purificado de qualidade farmacológica.

O papel dos Ómega 3 e 6 no período de gestação e lactação tanto para a grávida como para o bebé 

Os ácidos gordos ómega 3 são essenciais para o desenvolvimento do cérebro do feto. Também muito importante para controlar as alterações hormonais da futura mãe. Por outro lado, os ómega 6 devem ser limitados, porque o excesso de ácidos gordos ómega 6 podem provocar mudanças no ADN do bebé e, consequentemente, aumentar a possibilidade de poder vir a desenvolver doenças na idade adulta, como problemas de obesidade, diabetes e coração.

O cérebro do bebé é o órgão que mais rápido se desenvolve nos dois primeiros anos de vida. Por isso, os recém-nascidos necessitam dos ácidos gordos ómega 3 para um ótimo crescimento e desenvolvimento do cérebro. Se a dieta do bebé tem excesso de ácidos gordos ómega-6, o que é muito frequente quando se usa fórmulas infantis especialmente pensadas para os lactantes, pode acarretar uma série de consequências genéticas e, derivar em prejuízos para a sua saúde.

Após o nascimento, a mãe continua a necessitar de um fornecimento adicional de ácidos gordos ómega 3 para reequilibrar e regular os seus próprios níveis e assim poder amamentar e evitar a depressão pós-parto .

Quanto deve aumentar de peso a mulher grávida?

O ganho de peso na dieta da Zona, deve ser o mesmo que qualquer outra dieta prescrita para a gravidez. É importante saber que durante a gravidez, as mulheres tendem a ganhar aproximadamente 10 quilos.

Que efeitos terá no pós-parto?

Após o parto, seguir a dieta da Zona, reduz o inchaço ocorrido durante o parto e o excesso de peso ganho durante a gravidez. Tomar ácidos gordos ómega 3 reduz a probabilidade de depressão pós-parto e reforça os níveis adequados de ácidos gordos ómega 3 presentes no leite materno.

Esta informação baseia-se nos dados e pesquisas do Dr. Barry Sears, não substituem o conselho do seu médico.

terça-feira, 16 de julho de 2013

O que é a inflamação silenciosa?

A inflamação está na origem de quase todas as doenças crónicas. A chamada inflamação clássica é, normalmente sentida por meio da dor. Contudo, há um tipo de inflamação que não é dolorosa, conhecida como a inflamação silenciosa.

inflamação silenciosa

É perigosa porque doí, mas não se sente. Só se manifesta ao cabo dos anos em forma de uma doença crónica. Quando isto acontece, é porque vinha atuando em silêncio, agredindo as nossas células, corroendo o nosso bem-estar.

Inflamação silenciosa - o que é?

Segundo o Dr. Barry Sears, toda a dor é devido, em ultima instância, à inflamação. Mesmo, os mais sortudos que não sofrem nenhuma patologia crónica acompanhado dores, não é motivo para pensarem que se encontram em perfeita saúde, pois pode ser que, sem notarem, já estejam sendo afetados pela inflamação silenciosa. Isto porque o corpo pode já estar a sofrer sem dar sinais, enquanto os perigos desta ameaça começam a invadir o cérebro, o coração e todos os órgãos do corpo. É a inflamação silenciosa atacando as nossas células.

O desenvolvimento das doenças crónicas, associadas ao envelhecimento, entre elas a doença cardíaca, a diabetes, o cancro, a artrite, a doença de Alzheimer e até mesmo a obesidade, não acontecem de um dia para outro. São consequência da inflamação silenciosa que vão agredindo o corpo, durante anos e anos, sem dar sintomas.

Como aparece a inflamação silenciosa

De acordo com o Dr. Barry Sears, no nosso corpo produz-se três mudanças hormonais que conduzem à inflamação silenciosa. Todas estão associadas com a excessiva produção de estas 3 hormonas: eicosanoides, insulina, cortisol. O excesso de cada uma destas hormonas leva à inflamação silenciosa. Vejamos qual o impacto de cada uma delas no nosso corpo:

-Desequilíbrio dos eicosanoides

Há dois tipos de eicosanoides: os que promovem a inflamação, e portanto a destruição dos tecidos, são eles os pro-inflamatórios (eicosanoides maus) e os eicosanoides anti-inflamatórios (eicosanoides bons), que têm a capacidade de parar a inflamação e promover a curação do corpo. Embora ambos sejam necessários, o desequilíbrio entre ambos originam a inflamação silenciosa.

Para entender como a dieta pode modificá-los, é conveniente conhecer a sua origem. Os eicosanoides derivam dos ácidos gordos ómega 6. Estes ácidos, quando ingeridos transformam-se em outros ácidos gordos chamados DGLA e AA. Os eicosanoides bons procedem do DGLA e os maus do AA . Se no corpo há um excesso de AA, faz aumentar a inflamação silenciosa e, o corpo adoece e envelhece prematuramente. Por outra parte, se há um aumento do DGLA, produz-se um rejuvenescimento celular, que retrasa o envelhecimento.

O equilíbrio entre o DGLA e o AA depende do equilíbrio entre os ácidos gordos ómega 6 e os ácidos gordos omega 3, que são ingeridos através da alimentação. Embora todos os eicosanoides, quer sejam bons ou maus, derivem dos ómega 6, a função dos ácidos gordos ómega 3, é impedir que se produzam muitos eicosanoides “maus” a partir dos ácidos gordos ómega 6 e, ao mesmo tempo, fomentar a formação dos eicosanoides bons.

Aqui radica toda a importância que a dieta da Zona atribui aos ácidos gordos ómega 3, pois estes vão impedir que a partir dos ómega 6 se produzam muitos eicosanoides maus e, ao mesmo tempo, estimular a formação dos eicosanoides bons.

-A relação entre o excesso de insulina e a inflamação silenciosa


Reduzir os níveis de insulina é outro passo a seguir na luta contra a inflamação silenciosa. O excesso de insulina promove não só a gordura corporal, o que leva ao aumento de peso, mas também aumenta os eicosanoides pro-inflamatórios. Isto porque a insulina estimula a produção de AA, o que leva o corpo a produzir muitos eicosanoides “maus”.

Ambos sistemas hormonais - eicosanoides e insulina - estão intimamente ligados, ambos reduzem a inflamação silenciosa quando estão equilibrados. A dieta da Zona foi desenhada especificamente para reduzir a produção excessiva de insulina e consequentemente também a redução da inflamação silenciosa. Por isso, aqui radica todo o seu fundamento cientifico, uma dieta para perder peso e, simultaneamente, ganhar saúde.

 -O excesso de cortisol

Quando o corpo encontra-se num estado de inflamação silenciosa constante e permanente, responderá gerando doses altas de cortisol. Normalmente esta hormona, quando é segregada num momento de stress transitório tem a função de baixar os eicosanoides pro-inflamatórios, porém demasiado cortisol, tem o efeito contrário, enfraquece o sistema imunitário, leva à destruição das células nervosas e, a uma maior resistência à insulina. O excesso de cortisol é prejudicial, ataca os tecidos corporais, causando lesões nas células. O cortisol, quando segregado em doses justas, cumpre funções importantes no nosso corpo, mas o excesso, tem o efeito oposto, ataca o próprio organismo.

Como saber se já tem inflamação silenciosa


Para saber se já tem inflamação celular silenciosa, de forma fiável é através de uma análise de sangue especifica (não as habituais de rotina). Normalmente são pedidas a laboratórios onde se medirá a relação AA/EPA, desta maneira saberemos qual a relação dos ácidos gordos (ómega 6/ómega 3) que circulam no nosso sangue.

A relação de AA/EPA no sangue é o parámetro mais fiável da inflamação silenciosa. Quanto mais alto é o AA em relação ao EPA maior é também o nível de inflamação silenciosa sentida pelo corpo, aproximando-o à doença e afastando-o do bem-estar.

Para ficar com uma leve ideia de se, o seu organismo já foi atacado pela inflamação silenciosa, pode responder ao teste para saber se já tem inflamação celular, desenvolvido pelo Dr. Barry Sears. Se responder sim a mais de 3 perguntas, o seu corpo já está a sofrer os efeitos negativos da inflamação celular.

A inflamação silenciosa e alimentação

Durante a maior parte da existência do Homem sobre a Terra, os seres humanos seguiram dietas anti-inflamatórias, adaptadas aos seus genes. Até há 10.000 anos, a dieta era rica em frutas e verduras, proteína magra e ácidos gordos ómega 3 de cadeia longa (proveniente principalmente do peixe), ao mesmo tempo que era pobre em ácidos gordos ómega 6 e pobre em hidratos de carbono.

Esta era a dieta do Paleolítico, não continha cereais e amidos. Era a dieta dos caçadores recolectores. Com a revolução agrícola e a introdução dos cereais a alimentação tornou-se inflamatória.

Estilo de vida saudável

Felizmente todas estas hormonas, eicosanoides, insulina e cortisol podem voltar a equilibrar-se com o estilo de vida saudável que promove a dieta da Zona. Esta é a grande vantagem desta dieta: manter estas hormonas dentro de níveis ideais, nem muito altos nem muito baixos, de modo a combater a inflamação silenciosa e a evitar o desenvolvimento das doenças crónicas. Sendo assim, estas são as medidas que conduzem a um estilo de vida anti-inflamatório:

  • Ingestão diária de EPA e DHA, os ácidos gordos de cadeia longa que se encontram no óleo de peixe. O Dr. Barry Sears recomenda uma dose de um concentrado de EPA e DHA altamente refinado livre de contaminantes (mercúrio, dioxinas e PCBs), a dose recomendada depende da Razão AA/EPA. No entanto, a dose de manutenção recomendada é de 2,5 g

  • Reduzir a carga glicémica da dieta, ou seja restringir os hidratos de carbono de alto índice glicémico (pão, massa, arroz, bolachas, cereais refinados, farinhas, batata, doces, mel, bolos, açucares, bebidas alcoólicas, sumos, refrigerantes...) para não subir os níveis de insulina no sangue

  • Evitar as gorduras saturadas, trans e o excesso dos óleos vegetais (encontrados no óleo de girassol, milho, soja, amendoim... por serem ricos em ácidos gordos ómega-6, que estimulam a inflamação).

  • Incluir na dieta alimentos anti-inflamatórios como o azeite de oliva extra virgem, óleo de sésamo, cúrcuma

  • Praticar exercício regular para manter os níveis de insulina sempre baixos

  • Reduzir o cortisol com técnicas de relaxamento como a meditação

  • Praticar um estilo de vida saudável sem tabaco e bebidas alcoólicas
A dieta da Zona foi desenhada especificamente para reduzir a produção excessiva de insulina e consequentemente a redução da inflamação silenciosa. Além de ajudar a perder o excesso de gordura corporal, promove a prevenção das doenças e uma maior longevidade. Enfim, o caminho ideal para o bem estar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Dieta dos atletas (II)

A dieta da Zona deita  por terra o mito, de que as dietas altas em hidratos de carbono, são a melhor opção para melhorar o rendimento físico dos atletas. Muito pelo contrário, o aumento da insulina causado pelo excesso de hidratos de carbono, é o pior inimigo do atleta.
Dieta dos atletas
Para que a dieta dos atletas seja efetiva a Zona propõe como principais objetivos: controlar a insulina e potenciar o aumento dos eicosanoides anti-inflamatórios, um tipo de hormonas importantes para aumentar a resistência física e reduzir a dor, que normalmente sentem os atletas de alta competição.

O controle da insulina e o aumento dos eicosanoides bons conseguem:

  • Aumentar a liberação de GH (hormona de crescimento) o que faz incrementar a massa muscular

  • Aumentar o fluxo sanguíneo e o oxigénio, melhorando a resistência física

  • Proporcionar efeito anti-inflamatório e, diminuir assim, as dores musculares.
O plano alimentar da Zona, quando adaptado aos atletas, não difere muito da dieta daqueles que adotaram este programa alimentar. A única diferença é que os atletas necessitam mais proteína e mais gordura.

A importância da gordura na dieta dos atletas

A gordura pode converter-se no melhor aliado do atleta. Ao aumentar o consumo de gordura na dieta dos atletas, faz com que aumente também, os níveis de gordura intramuscular, o que se traduz num maior rendimento físico, que lhe dará ao atleta uma grande vantagem nas competições, frente aos outros atletas, especialmente nas ultra maratonas com distâncias superiores a 80 km, que como é habitual, se beneficiam enormemente com as dietas altas em gordura.

Desta forma a dieta da Zona vai permitir o aceso à esta gordura intramuscular como fonte de energia, poupando as reservas de glicogénio. No entanto, com vistas a obter níveis altos de rendimento atlético é necessário consumir o tipo de gordura correta. Para tal, a gordura consumida deverá aumentar a produção de eicosanoides “bons”, mas, sem causar aumentos nos eicosanoides “maus”.

A gordura que melhor se adequa a isto são os ácidos gordos ómega-3 de cadeia longa, que se encontram no óleo de peixe, pois estimulam a produção de eicosanoides bons, especialmente quando combinados com pequenas quantidades de GLA. Outra gordura, não menos importante, são as gorduras monoinsaturadas, que se encontram no azeite, nos frutos secos e nos abacates.

Por outro lado, ingerir muita gordura ómega-6 é prejudicial, já que esta faz aumentar a produção de ácido araquidónico, um tipo de ácido que conduz ao aumento da produção de eicosanoides maus e, como consequência, diminui o rendimento físico.

Além disso, os eicosanoides bons fazem aumentar o fluxo sanguíneo, permitindo a chegada de mais oxigénio às células musculares, fazendo incrementar os níveis de energia e resistência.

Outra vantagem dos eicosanoides bons na dieta dos atletas, é que estes reduzem a inflamação, fazendo com que diminua consideravelmente as dores causadas pelo permanente esforço muscular exercido durante o exercício intenso, garantindo assim, uma recuperação mais rápida, que permite ao atleta poder voltar a treinar o dia seguinte.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Dieta dos atletas (I)

Não só famosos, atrizes, cantores e pessoas de todo o mundo, optaram por esta dieta para manter a linha e a saúde. Também muitos atletas de elite, tornaram-se seguidores da dieta da Zona com o propósito de aumentar o rendimento físico.

atletas seguidores da dieta da Zona

Muitos treinadores recorreram a este plano dietético, criado pelo Dr. Barry Sears como estratégica para melhorar a performance física dos seus atletas.

Dieta dos atletas

Tudo começou no ano 1992, ano de competições Olímpicas, quando os nadadores de Stanford (USA) integraram a dieta da Zona no seu programa alimentar. Os resultados não se fizeram esperar, ganharam oito medalhas de oro nos jogos Olímpicos de Barcelona.

Quatro anos mais tarde, nos jogos de Atlanta de 1996 voltaram a ganhar mais oito medalhas de ouro em natação. Mas as vitórias não param aqui, nos últimos anos muitos foram os atletas de elite, que seguindo com muita disciplina as recomendações dietéticas do Dr, Barry Sears, permitiu que ganhassem 21 medalhas de ouro.

Estes são os benefícios, observados nos desportistas olímpicos que seguem esta dieta:
  • Maior força

  • Maior resistência

  • Menos dor

  • Recuperação mais rápida

Historia de Dara Torres, nadadora olímpica.

Merece aqui destaque a história de Dara Torres nadadora Olímpica, que ganhou a sua primeira medalha nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984, participando por última vez em 1992. Altura, em que esteve retirada das altas competições durante 8 anos, tempo em que desenvolveu uma carreira de éxito como modelo e apresentadora da televisão. 

No entanto em 1999, aos 33 anos, decide voltar a competir outra vez como nadadora de alta competição. O resultado foi espetacular, ganhou dois medalhas de ouro e três de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney de 2000.

Cabe referir que nadar é um desporto para atletas jovens. A maioria dos nadadores chegam ao seu apogeu entre os 20 e 25 anos. Contudo, para Dara a idade parece não importar. Muitos anos mais tarde, aos seus 41 anos, esta lutadora volta a participar nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008, onde conquistou mais três medalhas: dois de bronze e uma de prata.

O grande segredo desta atleta é o facto de ter adotado a dieta da Zona, aliado como é óbvio, aos treinos diários. Como resultado, Dara  converteu-se na medalhista de oro em natação com mais idade de toda a história olímpica.

Continuar a ler, 2º parte: dieta dos atletas

sábado, 5 de maio de 2012

Nutrigenómica a dieta do futuro

A Nutrigenómica também chamada genómica nutricional, é a ciência que estuda como os nutrientes podem influenciar a expressão dos nossos genes. Esta nova forma de abordar a nutrição abre o caminho para uma nova realidade, a alimentação pode ser o “medicamento” mais poderoso para reduzir o risco das doenças. 

Não podemos mudar os nossos genes, mas podemos através da nossa dieta modificar a sua expressão.

Nutrição, genes e saúde

Milhões de pessoas morrem todos os anos vítimas das doenças crónicas como o cancro, a obesidade, a diabetes e as doenças cardiovasculares. A dieta tem um papel fundamental tanto para acelerar quanto para prevenir o desenvolvimento dessas doenças.

A dieta é entre todos os fatores ambientais (tabagismo, álcool, poluição, stress, medicamentos, atividade física) o que mais influência exerce sobre o comportamento dos nossos genes. Desde a nossa vida uterina os nutrientes e outros compostos dos alimentos começam a interagir com os genes alterando a sua forma de expressão

Nutrição, genes e saúde

Os nossos genes podem ser ativados ou silenciados em função do nosso tipo de alimentação. Determinados nutrientes atuam como um acelerador ou um travão, fazendo com que determinado gene se ative ou se desative. Por exemplo uma pessoa com um gene que à predispõe a vir a sofrer de diabetes, pode fazer com que esse gene se mantenha “dormido” se segue uma dieta e um estilo de vida saudável.

Atualmente são conhecidos alguns genes que estão relacionados com a inflamação. A inflamação é um processo ligado às doenças crónicas (cardiovasculares, diabetes, doenças neurológicas, cancro, obesidade). Os genes promotores da inflamação silenciosa podem ser ativados ou desativados, conforme o tipo de alimentos ingeridos.

As gorduras saturadas e trans ativam os genes ligados à inflamação, o que faz acelerar o envelhecimento do corpo. Já em contraposição os ácidos gordos ómega 3, como o EPA e o DHA podem desativar os genes que provocam a inflamação, conduzindo o corpo ao rejuvenescimento celular. Por isso uma dieta pobre em ómega 3 é o terreno fértil para o desenvolvimento das doenças.

Além dos macronutrientes, como os carboidratos, as gorduras, proteínas e micronutrientes, como as vitaminas e minerais, os alimentos contêm compostos bioativos como os polifenóis contidos na fruta e hortaliças, que exercem uma ação protetora contra muitas doenças.

O poder dos polifenóis e salicilatos 

Os polifenóis inibem os genes que causam a inflamação. Por isso as dietas ricas em verduras e frutas, como a dieta da Zona protege-nos das doenças, ao contrário das dietas ricas em cereais e amidos.

Um dos polifenóis mais potentes é o resveratrol que se encontra na uva preta. Uma última investigação da Universidade de Havard revelou que ratos obesos que tomaram doses suficientes deste polifenol, viveram mais apesar da sua obesidade.

Outro componente das frutas e verduras que inibem os genes da inflamação são os salicilatos. Os salicilatos são os conservantes naturais das plantas, uns fitoquímicos que utilizam as frutas e verduras para se defenderem dos invasores microbianos. Quanto mais manchas escuras ou imperfeições apresentam estes alimentos maior é o seu conteúdo em salicilatos.

Nos últimos anos o uso de pesticidas e herbicidas fez diminuir o conteúdo de salicilatos nas frutas e verduras, por isso apresentem menos manchas e imperfeições. As frutas e legumes de agricultura orgânica contêm maior quantidade de salicilatos pelo facto de que estão mais expostas às agressões externas. Podem não ter uma aparência tão bonita, contudo são mais beneficiosas. Convém saber que a aspirina é o anti-inflamatório mais potente graças aos salicilatos.

A relação entre dieta e saúde

A nutrigenómica vem provar que os alimentos não são apenas fonte de nutrientes, são também uma medicina, na medida em que pode alterar a expressão dos nossos genes, cumprindo assim o nosso desejo de viver com saúde. 

É por isso que a dieta da Zona não foi concebida exclusivamente para o emagrecimento, foi ante tudo para tratar e prevenir as doenças e a obesidade. Por isso todo o seu foco está em alterar a expressão dos genes, especialmente aqueles relacionados com a inflamação silenciosa.

O nosso estado de saúde, normalmente marcado pelos nossos genes, já não é nada fatal ao qual há que resignar-se. A nutrigenómica afirma que é modificável e está nas nossas mãos essa mudança.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dieta colorida

Uma dieta colorida é sinónimo de saúde. Não há dúvidas, de que o consumo regular de fruta, hortaliças e legumes é benéfico para o nosso corpo, já que proporcionam vitaminas, sais minerais, fibras, antioxidantes e outras substâncias que ajudam a prevenir o envelhecimento e a proteger-nos das doenças.

Vegetais e fruta coloridas

Contudo, e devido à vida agitada dos dias de hoje, as pessoas não consomem tantos legumes frescos como seria de desejar. Para acabar com esta situação, uma boa maneira é recorrer às verduras congeladas, que se preparam muito rapidamente.

Mesmo congelados estes alimentos conservam intacto 100 % dos seus nutrientes, chegando a ter, muitas vezes mais vitaminas e minerais, que os próprios legumes frescos, já que estes após a recolha podem estragar-se por serem transportados e passarem muito tempo nos câmeras frigoríficas.

Vegetais e Vitaminas tornam a dieta colorida

Seria inconcebível uma dieta saudável sem inclui-los. Os legumes e as frutas são os hidratos de carbono favoráveis da dieta da Zona. As frutas e vegetais também fornecem hidratos de carbono, que podem ser ingeridos em grandes porções, sem fazer subir os níveis de açúcar e insulina no sangue. Por isso, são a principal fonte de hidratos de carbono deste plano alimentar.

Comece a reduzir os hidratos de carbono “ brancos”, pois estes são os principais estimuladores da insulina, como a batata, a massa, o arroz, o pão e, substitua-os por hidratos de carbono “coloridos”. Não só vai tornar a sua dieta colorida, como também vai poder ingerir alimentos com muitos nutrientes e poucas calorias, que lhe protegem das doenças e da obesidade.

Sendo assim, os vegetais e as frutas coloridos devem constituir ¾ parte do seu prato e o outro quarto está reservado às proteínas como as carnes brancas ou o peixe, ou eventualmente pela soja e seus derivados, no caso de seguir uma dieta vegetariana. Na dieta da Zona as fontes de proteína como a carne ou peixe devem ter quase sempre como acompanhamento vários tipos de vegetais. E, para sobremesa sempre uma peça de fruta.

O poder dos antioxidantes

As verduras e frutas são ricos em polifenóis, umas substâncias químicas com grande poder antioxidante que ajudam a lutar contra os radicais livres, umas moléculas geradas pelo próprio corpo e por outros fatores externos, que atacam as células saudáveis, aumentando o risco de envelhecimento precoce e das doenças degenerativas, como as doenças cardio e cerebrovasculares, e alguns tipos de cancro.

São os polifenóis os que conferem essa cor intensa e atrativa às frutas e vegetais. Em geral quanto mais intensa é a cor da fruta ou verdura, mais alto é o seu conteúdo em polifenóis.

A O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) recomenda a ingestão diária de 5 porções de fruta e legumes para a manutenção de um sistema imunitário saudável. No programa alimentar da Zona essa ingestão é maior, praticamente o dobro. 

Seguir esta dieta com precisão, supõe ingerir ao dia 10 a 15 porções de fruta e verduras, o que representa a ingestão de muitos polifenóis.

Vegetais com mais sabor

O melhor tempero para dar sabor aos legumes e hortaliças é o azeite virgem extra. O azeite contém um dos polifenóis mais potentes que existe, o hidroxitirisol, isto explica, em parte, o porquê de o azeite ser tão saudável.

Seguir a dieta da Zona significa ingerir uma grande quantidade e variedade de frutas, hortaliças e legumes, desta forma obteremos da dieta todos os antioxidantes, vitaminas, minerais e fibra que necessitamos, sem ter que recorrer a nenhum suplemento vitamínico. 

Torne a sua dieta colorida e comece a reduzir os "hidratos de carbono brancos" (batata, arroz, massas, pão, cereais...) e substitua-os pelos coloridos, fruta e vegetais. Esta é a melhor garantia que está a comer os hidratos de carbono corretos.



segunda-feira, 5 de março de 2012

Zona versus Dieta Mediterrânica

É do conhecimento de todos que a dieta Mediterrânica é um padrão alimentar que favorece a nossa saúde e que evita as doenças. Muitos estudos demonstraram que quem segue esta dieta tem menor risco de morte por doenças cardiovasculares e de vir a desenvolver alguns tipos de cancro.

É por este motivo que os povos do Sul de Europa, nomeadamente dos países do mediterrânico como Itália, Grécia, Espanha e Portugal sempre estiveram mais protegidos das doenças cardiovasculares e de certos tipos de cancro do que as populações do Norte.

diferenças entre a dieta da Zona e a dieta Dieta Mediterrânica

Contudo, nos últimos anos as influências externas, levaram a que a Dieta Mediterrânea esteja cada vez mais a ser substituída pela dieta Americana, cheia de alimentos refinados e calóricos.

Nesta sequência de dietas saudáveis, a dieta da Zona pode ser considerada como a evolução da dieta Mediterrânea. Ambas dietas são ricas em abundantes legumes e fruta. Ambas dietas incluem um consumo não excessivo de proteína magra como o frango, o peixe e produtos lácteos como o queijo, leite e iogurtes. Ambas priorizam as fontes monoinsaturadas como o azeite, tão característico da dieta mediterrânea e a gordura por excelência da dieta da Zona.

Ambas dietas são baixas em gorduras poliinsaturadas ómega 6, que se encontram nos óleos vegetais comuns, e gorduras saturadas. Porém são ricas em gorduras poliinsaturadas ómega 3, a gordura saudável encontrada no peixe de águas frias. Ambas incluem também pequenas quantidades de frutos secos.

Até aqui a Zona e a dieta Mediterrânica parecem iguais, mas vejamos as diferenças?

Diferenças entre a dieta da Zona e a dieta Mediterrânea

Na dieta da Zona há uma redução dos cereais e seus derivados e outros amidos (pão, arroz, massa, farinhas e batatas) mas promove o consumo de frutas e verduras mediterrânicas. Isto não significa que não se possa comê-los, mas sim, que sejam consumidos em pequenas quantidades.

Esta pequena diferença entre as duas dietas, aparentemente sem importância, tem, no entanto, grandes consequências hormonais. Ao reduzir os hidratos de carbono provenientes dos cereais, reduz-se também a carga glicémica da dieta, fazendo com que os níveis de insulina não subam.

Ao não subir a insulina, o corpo não armazena gordura. Devemos recordar, que esta hormona impede o emagrecimento, e além disso, está também envolvida na diabetes tipo 2 e nas doenças cardiovasculares.

Esta é a razão pela qual o Dr. Barry Sears considera a Dieta da Zona a evolução da Dieta Mediterrânea, dado que, uma dieta saudável tal como é conhecida a dieta Mediterrânea, será transformada numa dieta hormonal, como é conhecida a dieta da Zona, que não só leva à perda de peso, mas ainda mais importante, combate as doenças crónicas e aumenta a longevidade.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dieta para combater a diabetes

A diabetes tipo 2 é uma doença crónica provocada pelo açúcar elevado no sangue (hiperglicémia), que pode resultar em complicações sérias para a saúde, como ataques cardíacos, a cegueira, amputação de uma perna, insuficiência renal. A dieta da Zona ajuda a combater e a prevenir a diabetes tipo 2.

O 90 % dos diabéticos padecem de diabetes tipo 2, enquanto que o 10 % padece a diabetes tipo 1, que atinge maioritariamente os mais jovens e é devido a uma deficiência imunológica, onde o pâncreas deixa de produzir insulina e, as pessoas afetadas devem recorrer às injeções de insulina.

Dieta para combater a diabetes

A mais comum, a diabetes tipo 2 sucede quando a pessoa leva já alguns anos sofrendo de resistência à insulina, levando o pâncreas a deixar de produzir suficiente insulina. Quando isto acontece os níveis de açúcar no sangue estão sempre altos.

Como se desenvolve a diabetes

Os hidratos de carbono ricos em amidos e açúcares quando ingeridos são transformados em glicose (açúcar) para poderem entrar na circulação sanguínea e fornecerem energia às células. A insulina produzida pelo pâncreas conduz a glicose às células, para que o organismo disponha de energia.

No entanto, quando há resistência à insulina, significa que as células não permitem a entrada da glicose, o que vai fazer com que os níveis de açúcar no sangue estejam sempre altos.

Sendo assim, o pâncreas volta a produzir mais insulina na tentativa de que o açúcar penetre nas células. Esta situação com o tempo desencadeia outro problema, o pâncreas saturado deixa de cumprir a sua função e irá fabricar cada vez menos insulina. 

Sem insulina o açúcar no sangue está sempre elevado, condição que coloca a saúde em perigo, aumentado o risco de sofrer uma doença do coração. As pessoas obesas ou com excesso de gordura, em especial na região abdominal, apresentam maior resistência à insulina, o que pode, com o tempo, desencadear na diabetes tipo 2.

Como prevenir controlar e combater a diabetes tipo 2

Para prevenir esta doença e até mesmo reverté-la, é muito importante seguir hábitos de vida corretos, entre os quais a alimentação assume muita importância. A dieta da Zona apresenta-se como uma dieta ideal para combater e prevenir a diabetes tipo 2. Isto porque foi desenhada especificamente para reduzir a produção de insulina, garantindo não só a perda de gordura corporal, mas também um menor risco de desenvolver a diabetes e outras doenças relacionadas com a insulina.

Segundo o Dr. Sears, “tanto a obesidade como a diabetes estão causadas pela inflamação gerada pelos maus hábitos alimentares que afetam sobretudo às pessoas predispostas geneticamente”. Desta forma pode-se reverter através da dieta o fator genético responsável do desenvolvimento da obesidade e da diabetes.

A ultima investigação realizada na Universidade de Minnesota confirmou que uma dieta de reduzida carga glicémica como a dieta da Zona, é mais adequada para os diabéticos do que as recomendações dietéticas da ADA (Associação Americana de Diabetes). 

Neste estudo os investigadores fizeram com que durante 5 semanas um grupo de pacientes diabéticos seguissem a dieta da Zona, e outro grupo a dieta da ADA, que é um regime com baixo teor de gordura mas alto em carboidratos. Depois trocava-se as dietas entre ambos grupos durante outras 5 semanas. Quando os pacientes seguiam a dieta da Zona, observou-se significativas reduções dos níveis de glicose e da hemoglobina glicosilada, em comparação com o tempo que estiveram com a dieta da ADA.

A descida destes indicadores no sangue é a garantia segura de que a resistência à insulina diminui com a dieta da Zona, tornando-a a dieta ideal para os diabéticos.

Esta dieta assegura um controlo constante dos níveis de açúcar e insulina no sangue, não só para quem quer emagrecer mas também para os diabéticos. Sendo assim a seguinte lista é uma ajuda para saber escolher bem os alimentos e assim controlar os níveis de açúcar no sangue e evitar a subida da insulina.

Como deve ser a dieta para combater a diabetes

Alimentos proibidos

  • Açúcar de mesa, mel

  • Doces (chocolate, cereais refinados)

  • Pastelaria industrial e caseira (bolos, tortas, biscoitos, donuts, bolachas, croissants...)

  • Gorduras (manteiga, banha, nata, óleos vegetais, patés, margarinas)

  • Bebidas alcoólicas, refrigerantes, sumos açucarados

 Alimentos desfavoráveis (comer muito pouco)


  • Hidratos de carbono (pão, massas, arroz, cereais, farinhas, bolachas, batatas)

  • Certas frutas (banana, figos)

  • Leguminosas (feijão, grão de bico)

Alimentos permitidos

  • Legumes e Hortaliças

  • Carnes magras, peixe, mariscos, claras de ovo, fiambres de peru ou frango, lácteos desnatados (queijo, iogurtes naturais, leite)

  • Fruta fresca (excepto algumas muito doces como a banana, figos)

  • Azeite de oliva

  • Frutos secos (nozes, nozes de macadâmia, avelãs, amêndoas...)
Em termos práticos um prato estaria composto por estes alimentos: a quantidade de proteína deve equivaler ao tamanho da “palma da mão”; os hidratos de carbono devem estar representados por hortaliças e frutas coloridas, enquanto as gorduras devem ser as poli-insaturadas, como as que se encontram no azeite. 

Por outra parte, tomar óleo de pescado (muito rico em ácidos gordos Ómega 3), aumentaria o efeito anti-inflamatório de dieta da Zona. Deve-se realizar pelo menos 5 refeições diárias e não deixar passar mais de 4 horas a 5 horas entre as refeições, para evitar a descida dos níveis de açúcar. Não esquecer de beber dois litros de água por dia.

Além da dieta, é essencial realizar um programa de exercício físico como caminhar, andar de bicicleta, nadar, vários dia na semana durante 30 a 45 minutos, que vão também ajudar a reduzir os níveis de insulina e a prevenir a diabetes.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dr. Barry Sears

O Dr. Barry Sears, criador da famosa dieta da Zona, cientista e investigador do instituto de tecnologia de Massachusetts e da Faculdade de Medicina de Boston, é Bioquímico e Doutor em Medicina. Nasceu a 6 de junho de 1947 em Long Beach, California.
Dr. Sears
O Dr. Barry Sears é um  pioneiro no área da biotecnologia, dedicando-se durante muitos anos à investigação científica e ao desenvolvimento de medicamentos contra o cancro e as doenças coronárias. O seu trabalho e investigação permitiu-lhe descobrir a técnica do controle dos eicosanóides, base científica na qual se assenta todo o seu programa nutricional, mais conhecido como a Dieta da Zona (Zone Diet).

Além de se dedicar á investigação médica e científica, o Dr. Barry Sears publicou nos últimos anos vários livros, alguns best sellers, entre eles os mais conhecidos são: "Dieta para estar na Zona", "A revolucionária Dieta da Zona", "Na Zona com Omega 3 Rx", "Rejuvenescer na Zona" e "A inflamação silenciosa". Todos eles foram bestsellers internacionais, ajudaram a milhões de pessoas a perder peso e a melhorar a saúde.

Se deseja conhecer mais sobre o Dr. Barry Sears entre no seu site oficial: http://www.drsears.com

sábado, 23 de abril de 2011

Dieta dos famosos

Apesar de só agora a dieta da Zona estar a viver momentos de glória, esta dieta foi criada já há vários anos. O seu autor o Dr. Barry Sears afirma que uma dieta para ser segura deve estar comprovada cientificamente.
dieta da zona famosos

Por isso, ao longo destes anos, desde a sua existência, a dieta da Zona foi revisada e avaliada por especialistas de nutrição, ficando assim demonstrado que é a melhor dieta para reduzir o açúcar, a insulina e lípidos no sangue, mas também para emagrecer saudavelmente. Desto modo, ganhou prestígio em relação a outras dietas.

Esta garantia de qualidade, permitiu que ao longo do tempo,  esta dieta fosse adquirindo muitos seguidores, entre eles muitos famosos, que optaram por este regime alimentar, não só para emagrecer, mas para manter-se em forma e ganhar saúde. Daí ser também conhecida como a dieta dos famosos.

Os primeiros a aderir á Dieta da Zona, por meio dos seus treinadores pessoais, foram nadadores olímpicos, levando-os a ganhar oito medalhas de ouro nos jogos olímpicos de Barcelona 92, ficando assim comprovado a eficácia desta dieta.

Dieta dos famosos 

Além dos numerosos atletas, muitas caras conhecidas foram também entrando "na Zona", e satisfeitos com os resultados obtidos, não guardaram segredo, antes pelo contrário, deram a saber por meio das revistas e outros meios de comunicação que são seguidores da dieta da Zona.

Neste club de fãs da dieta da Zona encontram-se rostos bem conhecidos, são eles: Cindy Crawford e Elle McPherson, atrizes como Jennifer Aniston, Courtyney Love e Sandra Bullock; actores como Brad Pitt o Mattew Perry e cantores como Madonna e Eros Ramazzotti. Basta só ver as suas silhuetas e boa forma física para garantir os bons resultados obtidos com esta dieta.

Considerada por muitos como a  melhor de todas as dietas, a dieta da Zona não só vai ajudar-lhe a perder peso, mas também aumentar a energia, vitalidade e a reduzir os sintomas do envelhecimento.

Faça da dieta dos famosos também a sua dieta! É a garantia para perder de peso constante e gradual, através de uma alimentação saudável, sem riscos e privações.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Dietas

A palavra dieta normalmente implica algum tipo de regime alimentar para perder peso a curto prazo. No entanto, uma dieta deveria ser um programa nutricional baseado numa alimentação saudável e equilibrada para toda a vida, não só para promover e manter a perda de peso, mas também como uma forma viável de ganhar saúde.
dietas perder peso

Entre tantas dietas existentes, a dieta da Zona destaca por cumprir os princípios de uma alimentação saudável e equilibrada. Por isso o Dr. Barry Sears compare-a com a dieta das nossas avós: muita fruta, muita verdura, um pouco de proteína em cada refeição e a quantidade justa de gordura. 

Esta é a forma tradicional e mais adequada para perder peso sem prejudicar a saúde. É a dieta do senso comum e do equilíbrio.

Diferentes dietas 

Se fizermos uma breve análise de todas as dietas existentes, poucas cumprem os requisitos de uma alimentação saudável e equilibrada, sem comprometer a saúde. Há dietas consideradas extremas, como a dieta do Dr. Atkins, onde está permitido comer quantidades excessivas de proteínas e gordura saturada e restringe enormemente os hidratos de carbono. 

Este tipo de dieta conduz o corpo a um transtorno metabólico chamado cetose, onde a acumulação de corpos cetônicos no sangue leva a estados de mal-humor e irritação sentidos por aqueles que seguem este tipo de dietas, dado que o cérebro não pode funcionar adequadamente sem uma quantidade adequada de hidratos de carbono.

Em contraposição estão as dietas muito altas em hidratos de carbono e baixas em gordura e com pouquíssimas proteínas, que conduzem ao ganho de peso devido ao aumento dos níveis de insulina, é o caso da dieta do Dr. Ornish. Este tipo de dietas (Atkins e Ornish) são difíceis de seguir durante umas poucas semanas, já para não falar em segui-las toda a vida, o que seria praticamente impossível.

Por último, existem  as dietas baseadas na pirâmide alimentar, recomendadas pela maioria dos nutricionistas e, que normalmente são altas em hidratos de carbono, moderadas em proteínas e gordura. 

Se não fosse o facto de que promovem a ingestão de grandes quantidades de hidratos de carbono provenientes dos cereais, poderíamos considerá-las parecidas à dieta da Zona.

Dieta moderada

A única dieta que recomenda uma quantidade moderada de cada um dos três macronutrientes (proteínas, hidratos de carbono e gordura) é a dieta da Zona do Dr. Barry Sears. É uma dieta baseada no controlo hormonal, que se consegue mantendo a insulina dentro de uma zona ou umbral que não deve ser nem demasiado alto, nem demasiado baixo. 

É a dieta ideal para seguir toda a vida. Está focada não só para perder gordura corporal mas para reduzir o risco das doenças crónicas, é por isso mesmo também conhecida como a dieta anti-envelhecimento. Todo o seu foco consiste em combater o excesso de insulina, já que esta hormona, não só faz engordar como também acelera o envelhecimento do corpo.

A insulina é necessária para trasportar os nutrientes na circulação sanguínea (especialmente a glicose) e levá-los às células, assim o nosso corpo dispõe de energia. Sem energia não há vida! Mas por outro lado o excesso de glicose que as células já não puderam utilizar será armazenado em forma de gordura. É as duas caras da insulina - tão necessária mas também tão perigosa. Por isso a dieta da Zona busca o equilíbrio hormonal.

Entre tantas dietas, muitas sem fundamento científico, acarretando mais prejuízos que benefícios à saúde, a dieta da Zona destaca por ser uma dieta onde a palavra moderação faz todo o sentido. Com muitos seguidores em todo o mundo, reconhecida internacionalmente pela classe médica, é a dieta ideal para seguir toda a vida, não como uma moda, mas como um estilo de vida saudável. O seu peso mas também a sua saúde agradecem.

Dieta do paleolítico

Foi na dieta do Paleolítico que a dieta da Zona inspirou-se para criar o tipo de alimentação que mais se assemelha aos nossos genes. A dieta dos nossos antepassados estava em concordância com os nossos genes, ou seja, é a dieta para a qual estamos “geneticamente desenhados“. Ao que tudo indica é a dieta ideal para a nossa saúde e bem-estar.
Dieta da zona versus dieta Paleo: Qual é a diferença? Qual é a melhor?

Dieta da zona versus dieta Paleo: Qual é a diferença? Qual é a melhor?

A dieta do Paleolítico é o tipo de alimentação que os caçadores-recolectores praticavam há cerca de 10 000 a 40 000 anos, antes da descoberta da Agricultura. Apesar do tempo decorrido, ainda continuamos com os mesmos genes que os nossos antepassados, já que 10 000 anos não é muito tempo em termos de evolução genética.

A constituição genética humana atual surgiu durante o período mais antigo e mais longo da pré-história, o chamado Período Paleolítico, que teve uma duração de quase dois milhões de anos, tendo finalizado há cerca de 10.000 anos quando o Homem (Homo Sapiens) descobriu a Agricultura e a criação de animais.

Contudo os nossos genes são os mesmos que os dos nossos antepassados, ou seja geneticamente somos como há 10.000 anos atrás. Isto significa que não estamos adaptados para a forma como nos alimentamos atualmente. 

Assim, como vivemos em discordância com os nossos genes, as consequências surgem em forma de doenças crónicas, nomeadamente as doenças cardiovasculares, o sobrepeso e a obesidade.

Diferenças entre a dieta atual e a dieta do Paleolítico

  • No Paleolítico não comiam cereais e seus derivados; a dieta atual é rica em cereais e açúcares refinados.

  • O homem do Paleolítico não ingeria alimentos industrializados.

  • Não salgavam os alimentos

  • A proteína, era obtida das carnes de caça. A carne dos animais de caça tem pouca gordura saturada comparada com a carne dos animais de criação, além disso a carne de caça continha ácidos gordos ómega-3, inexistente na carne atual.

  • Antes da invenção da Agricultura todas as fontes de hidratos de carbono eram provenientes da fruta, bagas e dos vegetais, o que supõe um alto consumo de fibra, vitaminas minerais e antioxidantes. Na dieta moderna os cereais são a principal fonte de carboidratos, este facto, acentuou-se ainda mais com a Industria Alimentar e o aumento dos cereais refinados.

  • A maior parte da gordura consumida na dieta do Paleolítico era mono e poli-insaturada (ómega-3), era portanto baixa em gorduras saturadas e ómega-6, sendo estas muito abundantes na dieta moderna.
A alimentação do Paleolítico era equilibrada rica e variada, a proporção de nutrientes era adequada às necessidades da fisiologia humana, razão pela qual muitos especialistas defendem o retorno a uma alimentação parecida à dieta do Paleolítico, de modo a reduzir o risco das doenças crónicas e manter um bom estado de saúde. Os homens do Paleolítico eram altos, delgados, fortes e saudáveis.

Estima-se que as calorias na dieta do Paleolítico eram: 
  • 37% das calorias provinha das proteínas
  • 41% das calorias dos carboidratos 
  • 22% das calorias provinha das gorduras 

É praticamente a mesma proporção de nutrientes que recomenda a dieta da Zona (40/30/30). Como se pode ver diferem bastante dos valores que recomendam as dietas ocidentais tradicionais, 15% proteína, 55% carboidratos, 35% lipídios.

A escolha dos alimentos da dieta da Zona vs a dieta do Paleolítico

A dieta do Paleolítico estava composta por apenas 3 grupos alimentares: carnes, vegetais e frutas. A dieta da Zona, além destes inclui mais dois grupos, lácteos magros e cereais (consumidos com moderação).
  • Hidratos de carbono (40%): provinham das frutas e vegetais, excluíam os cereais. Na dieta da Zona as principais fontes de hidratos de carbono são também as frutas e vegetais devendo os cereais constituir uma pequena fracção.

  • Proteína (30%): provinha dos animais de caça, baixa em gorduras saturadas e ómega-6 mas muito rica em ácidos gordos ómega-3; na dieta da Zona as fontes de proteína estão constituídas pelas carnes brancas magras e o peixe, sendo conveniente a suplementação com ómega-3 para manter o equilibrio ómega 3/ómega 6; na Zona inclui-se ainda os lacticínios magros e os ovos.

  • Gordura (30%): na dieta do Paleolítico o consumo de gorduras saturadas era muito baixo; na dieta da Zona a ingestão de gordura saturada é também muito baixa, privilegiando a gordura mono-insaturada (azeite virgem, nozes, amêndoas, abacate etc.). As gorduras hidrogenadas (trans), não existiam na dieta do Paleolítico, na Zona são totalmente excluídas. Na alimentação atual ingere-se muito ómega-6, devido ao alto consumo dos óleos e margarinas vegetais, em detrimento dos ómega-3. A dieta dos nossos antepassados apresentava uma relação mais favorável entre os ácidos gordos ómega-6 e ómega-3, aproximadamente de 1:1 do que a verificada atualmente 10:1. Por isso a dieta da Zona recomenda a suplementação com ómega-3.

O antes e depois na alimentação do Homem

O aparecimento da agricultura marca um antes e depois na alimentação do ser humano, até então, os nossos antepassados evoluíram de acordo com os alimentos que se encontravam disponíveis na Natureza. Porém com a descoberta da Agricultura, o homem abandona a vida nómada, sedentariza-se e começa a produzir alimentos. 

Os cereais passaram a ser a base da sua alimentação, reduzindo-se o consumo de frutas e vegetais, este facto viu-se ainda mais acentuado nos últimos 150 anos com o desenvolvimento da Indústria Alimentar que introduziu uma infinidade de produtos refinados e açúcares, levando ao aumento da ingestão calórica.

Embora a dieta da Zona seja a versão moderna da dieta do Paleolítico, a intenção não é viver como os nossos antepassados, mas adaptar a dieta do Paleolítico à dieta atual, de modo a que possamos continuar a comer em “harmonia” com os nossos genes, para bem da nossa saúde.

Dieta anti-envelhecimento

Os alimentos que ingerimos levam-nos a dois caminhos: acelerar ou retardar o envelhecimento. Saber escolher os alimentos nas quantidades certas é o fator chave na dieta anti-envelhecimento.

Um dos grandes benefícios da dieta da Zona é combater o envelhecimento. Uma dieta saudável e equilibrada rica em nutrientes e baixa em calorias, aliado ao exercício físico é a nossa melhor estratégia para lutar contra o envelhecimento. E isso vai-se refletir não só na nossa saúde e bem-estar, mas também na nossa aparência física.


O envelhecimento é um processo natural do qual ninguém pode fugir, mas sobre o qual podemos atuar com algo tão simples como é a alimentação.

A dieta da Zona é uma dieta anti-envelhecimento

O Dr. Barry Sears desenhou esta dieta como um programa nutricional para alcançar o equilíbrio hormonal que tantos benefícios traz à saúde, e não como uma dieta limitada a um período curto de tempo com o único objetivo de emagrecer. 

Normalmente, a ideia generalizada de o que é dieta está associada a estados de fome e privações durante um curto prazo, para logo retomar os velhos hábitos dietéticos.

Não obstante, a dieta da Zona foi concebida para ser um programa anti-envelhecimento para toda a vida. Enquanto nos mantivermos na Zona conseguiremos alcançar o máximo rendimento físico e intelectual. 

Na perspectiva da dieta da Zona alimentar-se não é só proporcionar alimentos ao corpo, o alimento é muito mais que isso, é visto como um poderoso "medicamento" para atingir o equilíbrio hormonal que nos conduzirá a um ótimo estado de saúde. A perda de gordura não é mais que um agradável beneficio adicional.

Está comprovado cientificamente que a restrição calórica é a única maneira de inverter o processo de envelhecimento. Ao reduzir a nossa ingestão calórica perderemos peso, melhoramos a nossa saúde, adquirimos uma melhor aparência, em definitiva aumentamos a longevidade.

O primeiro resultado que se obtém ao seguir a dieta da Zona é a melhora do estado da nossa pele, isto deve-se ao aumento do fluxo sanguíneo, que permite uma melhor aportação de nutrientes à pele, fundamental para a nova síntese de proteínas estruturais. O resultado é uma pele bonita e revitalizada e um cabelo forte e vigoroso.

Na dieta da Zona a ingestão dos alimentos é feita nas quantidades certas e devidamente combinadas com a finalidade de manter estáveis os níveis de açúcar no sangue, para assim impedir o rápido aumento do nível da insulina, o qual contribui ao envelhecimento e ao aparecimento de doenças crónicas tais como a obesidade, a depressão, o stress, a ansiedade, a diabetes, doenças do coração, cancro, doença de Alzheimer.

Estes são os alimentos que devem fazer parte da dieta anti-envelhecimento:

  • Proteínas baixas em gordura: peixe, carnes brancas tais como frango, peru, vitela, claras de ovo, excluem-se as gemas pelo seu teor em colesterol e ácido araquidónico.

  • Lácteos magros: leite, iogurtes, queijo, requeijão...

  • Gordura monoinsaturada: azeite, frutas oleaginosas, abacate.

  • Gorduras essenciais ómega 3 de cadeia longa, poderosos promotores de saúde e bem-estar para todo o corpo, especialmente para o cérebro.

  • Hidratos de carbono de baixo índice glicémico: fruta, legumes e vegetais, fornecem glicose (açúcar) para a ótima função do cérebro e pela sua riqueza em vitaminas, antioxidantes que combatem os radicais livres.

  • Restringir a ingestão dos hidratos de carbono refinados e complexos, porque o seu consumo contínuo desequilibra os níveis hormonais e acelera o envelhecimento.

  • Reduzir o consumo dos ómega 6, porque favorecem os eicosanóides pro-inflamatórios, hormonas que aceleram o envelhecimento.

  • Ingerir muita água, para manter o corpo hidratado e facilitar a eliminação de toxinas e resíduos.

A dieta anti-envelhecimento reduz os quatro pilares do envelhecimento:

  • Os níveis de insulina

  • Os radicais livres

  • Os níveis de cortisol

  • A formação dos AGEs
Ao reduzir a ingestão de calorias, especialmente dos alimentos fornecedores de hidratos de carbono, automaticamente reduz-se os níveis de insulina. Em segundo lugar ao reduzir a ingestão de calorias diminuirá a formação de radicais livres, substâncias agressivas que atacam o ADN das células. 

Em terceiro lugar a redução das calorias diminui a produção de cortisol, a hormona do stress, já que faz baixar os níveis de insulina. Finalmente, a redução da ingestão de hidratos de carbono desfavoráveis (amidos e açucares) diminuirá os AGEs. Os AGEs são produtos daninhos que se aderem aos capilares que alimentam os olhos, ao colágeno da pele provocando as rugas e flacidez, aos rins, aos ossos, ao cérebro, originando problemas cardíacos antecipados e a doença de Alzheimer.

Quanto mais cereais mais doenças

Os nossos genes não mudaram significativamente muito nos últimos cem mil anos. Durante este grande período de tempo evolutivo, os hidratos de carbono de alta densidade, como os amidos e farináceos (cereais e açúcares) não formavam parte da dieta da humanidade. Os cereais só apareceram na vida das pessoas, há dez mil anos com o início da agricultura. 

Até então a dieta dos caçadores-recolectores estava composta de carne de caça, peixe, ovos, frutos, bagas, sementes. Era a conhecida dieta do Paleolitico. Com o aparecimento da agricultura, os cereais entraram massificadamente na dieta da humanidade, com eles começaram também os problemas de sobrepeso, obesidade, diabetes e um grande número de doenças crónicas.

A dieta da Zona é uma versão moderna da dieta dos nossos antepassados.Todos os seus propósitos levam a um caminho: viver mais e melhor. Por isso é considerada uma dieta anti-envelhecimento. Quem a adota, desenvolve um estilo de vida saudável, que deve manter-se ao longo de toda a vida.

Dieta Hormonal

Ter um sistema hormonal equilibrado é importante para a nossa saúde e bem-estar, por isso o programa alimentar da Zona, foca-se no equilíbrio hormonal, razão pela qual também é denominado de dieta hormonal.

A dieta é a nossa melhor ferramenta para atuar sobre as hormonas. Sendo assim todas as recomendações dietéticas desta dieta levam-nos a uma mesma direção: alcançar o equilíbrio hormonal.
controlo hormonal alimentação
As hormonas são mensageiros que dizem ao nosso metabolismo o que devem fazer, como por exemplo, se têm que armazenar, destruir, regenerar. Quando o sistema hormonal se desequilibra, o corpo deixa de funcionar bem e surgem as doenças entre elas a obesidade e o envelhecimento. 

A obesidade é um caso extremo de desordem hormonal associado a muitos problemas graves de saúde. Se uma hormona se desequilibra afeta todas as outras, produzindo um desequilíbrio em série, dado que todas devem atuar em sincronia.

O controlo da insulina

Para emagrecer ou desfrutar de melhor saúde, devíamos enfocar a alimentação sob o ponto de vista hormonal e não somente calórico. Neste sentido a insulina merece especial atenção, já que, é esta hormona a encarregada de armazenar sob forma de gordura corporal os alimentos ingeridos. 

Sendo assim, quando no sangue existem constantemente níveis altos de insulina, o excesso de gordura corporal nunca pode ser transformado em energia, o que é um obstáculo para o emagrecimento. Mas se os níveis de insulina no sangue mantêm-se estáveis, vai fazer com que a gordura armazenada seja transformada em energia, e desta maneira promove a perda de peso.

Além disso, ter níveis altos de insulina de forma contínua no corpo conduz a muitos problemas de saúde tais como: obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, fadiga crónica, infertilidade, colesterol alto, risco de ataques ao coração, etc.

Dieta hormonal - um sistema hormonal equilibrado

A dieta da Zona visa manter estáveis os níveis de açúcar no sangue de modo a evitar os picos de insulina que poderiam estimular o apetite e conduzir ao desiquilíbrio hormonal. Para tal recomenda equilibrar as proteínas os carboidratos e a gordura em cada refeição, de modo a conseguir um equilíbrio hormonal perfeito que se repercutirá positivamente na saúde e bem-estar.

Com tal deve-se controlar os alimentos que provocam a subida dos níveis de insulina. Aqui reside todo o enfoque da dieta hormonal. Que alimentos são? Todos os alimentos que contenham hidratos de carbono, pois estes fornecem açúcar e podem, quando ingeridos em excesso causar oscilações bruscas na glicémia e, por conseguinte, elevar os níveis de insulina. 

Nesse sentido a proporção de carboidratos, proteínas, e gordura deve seguir a fórmula 40, 30, 30 para permitir ao corpo uma precisa e equilibrada secreção hormonal. Também, devemos lembrar que elevam os níveis de insulina, as ingestões muito calóricas e certas substâncias como a cafeína.

Controlo hormonal perfeito - insulina e glucagón 

Além da hormona insulina existe outra hormona o glucagón que regula os níveis de açúcar no sangue. Alcançar um controlo hormonal perfeito deve-se ao equilíbrio entre estas duas hormonas - insulina/glucagón. São hormonas antagonistas, já que a insulina é a hormona de armazenamento, ao contrário, o glucagon é a hormona de mobilização.

Quando os níveis de glicose no sangue diminuem, o glucagon faz com que a glicose armazenada no figado se liberte a fim de restabelecer o açúcar no sangue (desta maneira deixamos de sentir fome).

Sem níveis adequados de glucagón no sangue sentiríamos fome e fadiga mental. Tal como a insulina é estimulada pela ingestão dos hidratos de carbono, o glucagon é estimulado pela ingestão de proteína (carne, peixe, ovos, lacticínios...).

É por isso que a dieta da Zona recomenda a ingestão de proteína ao longo do dia repartida em cinco refeições, pelo seu efeito saciante, o que contribui enormemente para o controlo de peso. Nunca devemos ingerir um hidrato de carbono sem proteína. Por exemplo a primeira refeição da manhã ou mesmo o lanche deve conter alguma proteína (queijo, fiambre, ovo...).

O Dr. Sears afirma que para atingir um equilíbrio hormonal perfeito é importante comer os alimentos adequados nas proporções corretas. A proporção entre carboidratos, proteínas e gordura é dada pela fórmula calórica 40 30 30. 

Devemos lembrar que as frutas e hortaliças são os carboidratos favoráveis da dieta da Zona e que devem ser restringidos os cereais e seus derivados, que normalmente ingerimos em excesso, desta forma será mais fácil manter a insulina sob controlo. A proporção correta dos alimentos permite a manutenção do peso ideal e retardar o processo de envelhecimento.

Em termos práticos para manter o equilíbrio hormonal devemos fazer 3 refeições principais e 2 pequenos lanches onde não deve faltar proteínas e hidratos de carbono de baixo índice glicémico e gordura monoinsaturada. A melhor maneira para seguir com precisão as combinações destes 3 principais nutrientes é verificar o tamanho das porções dos alimentos que na Zona são designados de blocos.

A melhor dieta

Entre as muitas dietas que existem para emagrecer e que prometem resultados rápidos e milagrosos, a dieta da Zona destaca-se por ser um regime sensato, tendo por isso ganhado o reconhecimento de muitos nutricionistas. É considerada por muitos a melhor dieta para perder peso e ganhar saúde.
melhor dieta
O equilíbrio nutricional que propõe e os ácidos gordos ómega-3 como grandes protagonistas desta dieta
, são algumas das garantias que contribuíram para que este programa alimentar ganhasse prestigio, não apenas para perder peso, mas também para retrasar o envelhecimento e prevenir as doenças.

A diferença entre a Zona e as dietas que continuamente surgem, é a base científica sobre a qual se sustenta, já que o Dr. Barry Sears desenvolveu todo o seu trabalho a partir dos eicosanóides, hormonas implicadas nos processos metabólicos que conduzem à obesidade e às doenças crónicas. 

Os primeiros descobrimentos médicos sobre estas hormonas ganharam em 1982 o prémio Nobel de Medicina. Foi, com base nesta investigação, que o dr. Barry Sears desenvolveu um plano alimentar saudável e equilibrado para controlar estas hormonas.

Como nasceu a dieta da Zona?

A dieta da Zona não é uma dieta de moda, é sim o resultado de muitos anos de estudos e investigações desenvolvido pelo Dr. Barry Sears, cujo principal objetivo era criar uma dieta para tratar problemas associados a cardiopatias e diabetes, que permitisse essencialmente regular os níveis de insulina no sangue, uma vez que o excesso de produção desta hormona é a causa subjacente da obesidade e de um grande números de doenças crónicas.

Os primeiros a usufruir dos benefícios deste plano alimentar foram doentes cardíacos, diabéticos e mais tarde atletas de élite, pois é uma dieta que faz aumentar o rendimento físico. Quer doentes como atletas começaram a obter resultados espetaculares, razão pela qual muitos cardiologistas adotaram este plano alimentar para ajudar os seus doentes a melhorarem a qualidade de vida. Estes doentes rapidamente começaram a sentir-se melhor, recuperaram a energia perdida, ao mesmo tempo que perdiam o excesso de gordura corporal.

A melhor dieta para a saúde

Estudos científicos demonstraram que os princípios desta dieta, não só são efetivos para perder peso ou manter um peso saudável, mas que também trazem muitos benefícios para a saúde. Recentes investigações realizadas pela equipa de trabalho do Dr. Mark A. Pereira, epidemiologista da Universidade de Minessota, revelaram que os carboidratos de baixo índice glicémico (frutas, verduras...), que são os que prioriza a Zona no seu plano alimentar, reduzem os fatores de risco das doenças cardíacas e diabetes, muito mais que as dietas pobres em gordura.

As frutas e verduras são hidratos de carbono que depois de transformados em glicose entram no sangue muito mais lentamente que os hidratos de carbono de índice glicémico elevado (massas, arroz, batata...), permitindo assim, manter os níveis de açúcar no sangue estáveis, o que vai contribuir, portanto, para uma menor produção de insulina.

O conceito básico desta dieta é que, as calorias ingeridas provenham de 40 % dos hidratos de carbono, 30% das proteínas e 30% das gorduras. Todos os hidratos de carbono devem serem ingeridos com uma fonte proteica magra e uma pequena quantidade de gordura monoinsaturada, para diminuir ainda mais, a entrada dos hidratos de carbono na corrente sanguínea. 

Isto traduz-se numa melhora da pressão arterial; um nível menor de gorduras no sangue e uma taxa metabólica de repouso (as calorias que o corpo queima quando não está em movimento) bastante mais elevada.

Dieta mundialmente reconhecida

Não é de estranhar portanto que esta dieta revolucionou os hábitos alimentares de milhões de pessoas em muitos países, sobretudo em Estados Unidos, onde ganhou a credibilidade de muitos especialistas, como demonstraram numerosos artigos que surgiram na prensa médica desse país.

Também em Itália e Espanha são muitos os endocrinologistas, dietistas e nutricionistas que seguem as bases deste programa alimentar, chegando ao ponto de consideram a dieta da Zona uma evolução da Dieta Mediterrânica.

A Zona não é uma dieta de moda, mas sim, um estilo de vida, onde através de uma alimentação saudável propõe alcançar o equilíbrio hormonal, tão importante, não só para emagrecer, mas também para melhorar a nossa saúde, aumentar a nossa capacidade física e mental, mas sobretudo para prevenir e evitar futuras doenças.